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title: Tipos de planos de incentivo de longo prazo
description: "Tipos de planos de incentivo de longo prazo: veja dados do Brasil, modelos usados e critérios de escolha para ILP."
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# [Tipos de planos de incentivo de longo prazo](https://blog.pris.com.br/tipos-planos-incentivo-longo-prazo)

 Escrito por [Conteúdo Pris](https://blog.pris.com.br/author/conteudo-pris) | 18/02/25 20:53

Os tipos de planos de incentivo de longo prazo no Brasil refletem diferentes estratégias de remuneração e objetivos organizacionais. A nova edição da pesquisa sobre [Gestão de Incentivos de Longo Prazo](https://blog.pris.com.br/5-passos-para-fazer-a-gestao-de-remuneracao-em-uma-empresa) traz dados atualizados sobre como as empresas estruturam esses planos e quais formatos predominam no mercado.

Nesta análise, o foco está na natureza dos planos e nas escolhas que impactam diretamente sua efetividade.

## Tipos de planos de incentivo de longo prazo no Brasil

A definição do tipo de plano é uma das decisões mais estruturais no desenho de um ILP. Essa escolha parte dos objetivos do programa e influencia o comportamento dos beneficiários, além de afetar a gestão financeira e contábil da companhia.

A decisão envolve aspectos como o uso de ações ou opções, a forma de liquidação do plano e a inclusão de características adicionais, como [matching](https://blog.pris.com.br/o-que-%C3%A9-matching-em-ilp-contrapartida) e performance.

Esse é o primeiro filtro relevante.

Os dados mostram que os planos de opções de compra de ações permanecem como o modelo mais utilizado. Ainda assim, sua participação recuou de 81% para cerca de 77%.

Ao mesmo tempo, os planos de ações restritas passaram de 38% para 55,7%, indicando mudança consistente no desenho dos programas.

### Evolução dos principais modelos de ILP

Entre os planos de ações restritas, cerca de 20% incluem condições de performance, configurando estruturas de [performance shares](https://blog.pris.com.br/performance-shares-e-demais-planos-de-ilp-baseados-em-performance-a-grande-tend%C3%AAncia-da-remunera%C3%A7%C3%A3o-executiva).

Além disso, aproximadamente 82% das empresas utilizam opções como ativo de referência, enquanto cerca de 72% utilizam ações. Esse número cresceu de cerca de 52% na pesquisa anterior.

Quem acompanha revisões de ILP no Brasil reconhece esse movimento. Há uma busca por maior alinhamento econômico e previsibilidade nos planos baseados em ações.

### Ações e opções: diferenças essenciais

As ações representam participação direta no capital da companhia.

As opções, por sua vez, concedem o direito de adquirir ações em condições definidas previamente.

Essa distinção afeta diretamente a percepção de valor pelos beneficiários e o risco assumido pela empresa.

## Uso simultâneo de múltiplos modelos de ILP

Cerca de 66% das empresas utilizam ao menos dois modelos de incentivo de longo prazo simultaneamente.

Esse dado não é marginal.

A coexistência de múltiplos planos exige atenção contábil, já que cada modelo segue regras específicas previstas no CPC 10, equivalente à IFRS 2.

Além disso, há impacto na compreensão dos beneficiários. Estruturas complexas podem reduzir a clareza do programa e comprometer sua capacidade de retenção.

Esse ponto aparece com frequência em revisões técnicas.

### Por que as empresas adotam diferentes modelos

A adoção simultânea de planos ocorre principalmente por três fatores.

O primeiro está relacionado à evolução do desenho. Empresas que utilizam [stock options](https://blog.pris.com.br/stock-options-na-pratica-como-funciona-vantagens-e-aspectos-juridicos-do-incentivo-de-longo-prazo) podem migrar para outros formatos para reduzir riscos ou aumentar atratividade.

O segundo envolve segmentação por público. Executivos e posições críticas costumam receber estruturas distintas.

O terceiro decorre da possibilidade de escolha pelo beneficiário entre diferentes formatos de ILP.

Mas essa flexibilidade exige gestão cuidadosa.

 <https://conteudo.pris.com.br/fale-conosco> 

## Tendências de mudança nos planos de ILP

Cerca de 56% das empresas pretendem alterar seus planos ou criar novos modelos.

Os motivos incluem simplificação das estruturas, redução de riscos tributários e alinhamento com o mercado.

Uma tendência observada é a incorporação de matching nas outorgas, já presente em cerca de 20% das empresas.

A direção é clara.

Simplificar, sem perder direcionamento estratégico.

## Planos de performance e suas implicações

Os planos baseados apenas em ações ou opções nem sempre garantem alinhamento com desempenho.

Há casos em que o benefício é concedido integralmente mesmo sem valorização relevante da ação.

Isso muda o desenho dos planos.

Para lidar com essa limitação, surgem estruturas com condições adicionais de performance.

### Como funcionam as condições de performance

As condições de performance podem definir se o beneficiário terá direito ao incentivo, quando ele será recebido ou qual será o valor pago.

Essas condições podem estar ligadas a indicadores financeiros, operacionais ou ao valor da companhia.

Não é trivial definir essas métricas.

Quem estrutura ILPs reconhece que a escolha depende do estágio da empresa e do seu setor de atuação.

### Métricas absolutas e relativas

As condições de performance podem seguir dois formatos principais.

No modelo absoluto, a empresa define previamente as metas e critérios de pagamento.

No modelo relativo, o desempenho é comparado com benchmarks externos, como concorrentes ou índices de mercado.

Uma prática comum é o uso do [TSR ](https://blog.pris.com.br/o-uso-do-tsr-total-shareholder-return-como-condi%C3%A7%C3%A3o-de-car%C3%AAncia-de-planos-de-ilp)(Total Shareholder Return) para essa comparação.

## Considerações finais

Os tipos de planos de incentivo de longo prazo adotados no Brasil mostram uma evolução no equilíbrio entre tradição e adaptação.

 

Os dados indicam uma diversificação crescente dos modelos, com maior uso de ações e incorporação de condições de performance.

 

Ao mesmo tempo, aumentam os desafios de governança, comunicação e desenho técnico.

 

O efeito final depende menos do modelo escolhido e mais da coerência entre o plano, os objetivos estratégicos e a capacidade de execução.

 

<https://conteudo.pris.com.br/conheca-o-pris>

 

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